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Responder a: Módulo 5 – Viver e dar continuidade à vida

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Maria Lúcia MARTINS
  • Participante
@maria-lucia
Ponto(s): 70 pontos

Com esse quinto módulo eu não passei por um aparelho de raios X futurístico como mencionado no e-book, mas fiz um passeio pela minha vida amorosa a partir da visão sistêmica e percebi que crenças familiares/relacionamento de marido e esposa de meus pais/carga/roteiros de vida me influenciaram.

Possivelmente possa ter sido essa a razão de eu ter traído a ideia inicial (script) de me manter solteira e ser independente emocional e financeiramente. Talvez por isso eu nunca tenha me sentido pertencente ao lugar de esposa e mãe, era como se eu estivesse representando um papel, passei uma vida sendo uma personagem e sem estar confortável com a realidade, nada me satisfazia. Eu sentia como se houvesse me perdido de mim em algum momento e assim permaneci por muito tempo, apenas cumprindo o contrato que o casamento havia me obrigado, de repente obedecendo alguma fidelidade sistêmica…

Não somos tão livres, é fato! Algo me conduziu ao primeiro casamento, mesmo eu tendo aversão ao instituto e ter a certeza que jamais me casaria. Eu me traí aos 19 anos e segui outro caminho antes mesmo de entrar na faculdade (Pelo Universo!!!! Kkkk). Eu não havia sequer me assumido, então o parceiro se manteria em stand by. Que consciência eu tinha dessa realidade? Absolutamente nenhuma!

Cotas à parte, hoje percebo a existência de travas que podem ter influenciado decisões inconscientes, sejam elas oriundas da minha criança interna mto ferida, do não “tomar” meus pais até então, por não ter finalizado adequadamente relacionamento anterior, por não concordar com a família do meu primeiro marido como ela era e segue o leque de possibilidades.

A dinâmica presente no meu primeiro casamento foi a do casal simbiótico, pois houve sim uma nutrição mútua, o que nos manteve unidos por quase 18 anos num relacionamento há muito acompanhado pelo terceiro elemento, o álcool. Outra identificação encontrada se refere a vinculação pela sexualidade, visto ter a união sexual formado vínculo especial, gerando 2 frutos já aos 2 anos e 50 dias das primeiras núpcias, criando um vínculo indissolúvel.

O amor pode dar certo? Ao romper minha primeira experiência conjugal acreditava nessa possibilidade, porém ao iniciar outro relacionamento as cotas não eram semelhantes e a outra parte não respeitou minha história anterior, eu encontrei dificuldade em ter bom convívio com a nova sogra (o que não habia ocorrido anteriormente) e outros detalhes, gerando desordens tais quais cita o material disponibilizado.  Além de que eu já me encontrava em outro “estágio sistêmico”, relacionando-me no segundo matrimônio com um filho de Vó igualzinho a mim, cuja criança interna ferida se manifesta com frequência, peculiaridade que me rendeu grande sofrimento, mas reconheço que crescimento também. Da nova tentativa de fazer o amor dar certo resultou outro vínculo indissolúvel e sigo Mãe pela terceira vez, agora já mais confortável no lugar.

Destarte, o que eu aprendi sobre relacionamento de casal? Aprendi que nada é aleatório, ainda que pareça. Há muito mais do que conseguimos enxergar, há todo um universo sistêmico por trás dos relacionamentos.

 

 

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