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Fenomenologia

Visualizando 13 posts - 1 até 13 (de 13 do total)
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  • #956
    Claudia Vassão
    • Moderador
    @claudia
    Ponto(s): 136 pontos

    Além da abordagem sistêmica, a fenomenologia é um elemento que auxilia a desenvolver a postura do constelador. Por outro lado, é uma maneira de compreender o que se mostra em uma constelação para tirar a ideia de que uma Constelação é algo “mágico”.

    Vamos estudar conversar sobre Fenomenologia? Trocar ideias por meio de perguntas e respostas é uma maneira de aprender muito eficiente para mim, espero que para vocês também!

    Vamos começar com um vídeo falando sobre Percepção e conhecer os pensamentos de Merleau Ponty…

    Depois, leia o anexo que deixei aqui para você. É um recorte do livro A fonte não precisa perguntar pelo caminho, do nosso querido Ber Hellinger (o meu livro predileto!).

    Anexos:
    +3
    #1011
    Elizângela dos Santos Schmoeller
    • Participante
    @elizangela-dos-santos-schmoeller
    Ponto(s): 88 pontos

    Complicada essa questão de bom e mau? É uma negação ou aceitação? Fico refletindo se é a adoção de uma passividade face às injustiças humanas ou um movimento de resistência pacífico para a transformação? Quando abstraio o ser bom ou ser mau transmuto cada dificuldade em oportunidade de aprendizagem, crescimento e evolução do ser? Eu tenho de sentir ou compreender? Essa percepção primária com o mundo é sempre boa. A criança traz em si a percepção inocente do lúdico, mágico e vem despida de malícia. A alma dela reluz pela ignorância dos fatos mundanos e ela sente a vida pulsante e colorida. À medida em que vamos adquirindo compreensão, começamos a desenvolver conceitos de bom e mau, certo e errado, moral e imoral ou amoral, o que pauta a nossa conduta de vida em sociedade. A aplicação da filosofia  fenomenológica desconstrói esses conceitos ou lhes aprofunda?

    +2
    #1012
    Angela Klein
    • Participante
    @angela-klein
    Ponto(s): 68 pontos

    Olá.

    Fazendo relação com o conhecimento da Parapsicologia Científica e Independente de crenças e filosofias. Considera-se que onde se faz presente um fenômeno paranormal, faz-se presente um pessoa ou um grupo de pessoas.

    Como seres duais (consciente função racional-10% e subconsciente-90% função mecânica e automática, o subconsciente age de acordo com o que foi programado desde a concepção até a fase adulta, considerando a hereditariedade e leis cósmicas) somos um, porém agimos como se fossemos dois.

    Desta forma, onde o vídeo explica como sendo sensorial, é o automatismo do subconsciente. Quanto mais nossas programações individuais (padrões mentais) nos distanciam da nossa essência, há sofrimento. Quando há sofrimento sob uma forte ameaça a sobrevivência, tem-se a fonte da Paranormalidade para a desarmonia ou o negativo. Uma vez que esta mesma mente é reprogramada ou reorganizada tem a possibilidade deste mesmo potencial mental (latente) ser conduzido para o bem, o positivo.

    Em linhas gerais a Paranormalidade pode ser classificada em dois grupos: Percepções extra sensoriais (percepção além dos nossos 5 sentidos) e a Psicocinesia (atuação da mente sobre a matéria).

    Estou gostando muito da abordagem que vem de encontro com minha atuação.

    +3
    #1047
    Claudia Vassão
    • Moderador
    • Moderador
    @claudia
    Ponto(s): 136 pontos

    Quanto estamos falando em postura fenomenológica na Constelação Familiar, mas também pode ser para nossa vida,tem a ver com deixar que as coisas sejam como são. Nossa mente adora analisar, interpretar e julgar todos os eventos da vida. Preenche todas as lacunas com respostas. E esse processo ficou tão aprimorado que nós fazemos tudo isso automaticamente, ou seja, sempre sabemos tudo, sempre “pensamos que sabemos” seria o melhor.

    Quando aplicamos esse “jeitão” de analisar, interpretar e julgar, nos afastamos da possibilidade de ver as coisas como elas realmente são, pois nós já penduramos nelas um rótulo… é parecido com o “pré-conceito”. Perdemos a chance de ver além daquilo que “queremos ver” porque já vimos uma vez antes e fica mais fácil acreditar que sempre vai ser igual – nosso cérebro adora economizar energia “pensando tudo de novo”, então envia o mesmo rótulo, por semelhança.

    A pré percepção é ficar no que Hellinger chama de “centro vazio” … é deixar que tudo se complete e que, isento dos rótulos que normalmente a gente colocaria, algo se mostre para nós de maneira totalmente nova.

    Por exemplo: se eu vou realizar uma constelação na qual o cliente me contou que, de um tempo para cá, passou a se dar muito mal com a mãe dele, com quem antes tinha uma boa relação… e eu já li sobre uma dinâmica sistêmica e até vi uma constelação na qual o tema era o mesmo, vou “esperar ver a mesma dinâmica por trás do mau relacionamento do filho com mãe” ao invés de me colocar no meu centro vazio e totalmente aberta àquilo que poderá emergir da constelação deste cliente, como uma nova Constelação.

    Quando eu me permito estar aberta para aquilo que se apresenta do jeito que é e não do jeito que eu espero que seja, eu vou lidar com aquele tema de maneira muito mais assertiva. Indo além, também não vou querer construir um desfeche ou uma solução para algo que eu “penso que é” … deixando a Constelação livre dos meus julgamentos, preconceitos e desejos de criar soluções, poderei me conectar ao campo que Hellinger chama de Amor do Espírito e a Constelação passa a ser um trabalho no “movimento do espírito” que é como uma meta consciência, puro amor… e a Constelação se torna a oportunidade daquele cliente sair de uma ressonância, mudar um padrão, ser livre… enfim, porque ficou também livre das intenções do constelador.

    +6
    #1048
    Claudia Vassão
    • Moderador
    • Moderador
    @claudia
    Ponto(s): 136 pontos

    O trabalho de Constelação Familiar não faz parte do campo da Parapsicologia e nem a Fenomenologia faz parte. A parapsicologia é o estudo de fenômenos anômalos.

    A fenomenologia é a filosofia de Edmund Husserl (1859-1938) que tem a ver com a maneira que nossa consciência “apreende” os fatos, os eventos. Husserl dizia que todo o conhecimento, tendo como ponto de partida os fenômenos das coisas, podem ser ditos “fenomenológicos”.

    Com relação à consciência e inconsciência, vou pedir permissão para fazer uma atualização: o termo subconsciente não é o mais correto neste caso. Inconsciente e subconsciente quase que seriam a mesma coisa, logo, o que mais utilizamos é inconsciência no caso do estudo de neurociência que diz que temos aproximadamente 10% de consciência dos  eventos que estão acontecendo (do lado de fora da nossa mente) e 90% dos eventos que estão efetivamente acontecendo ficam armazenados como informações (que não foram processadas) em nosso inconsciente. Isso praticamente é para nos proteger… pois imagine se nós realmente tivéssemos consciência de tudo o que se passa ao nosso redor (isso tem a ver também com percepção) por meio da audição, visão, olfato etc. talvez a gente ficasse louco! Nosso cérebro “seleciona” informações para processar de maneira consciente… as demais informações, mesmo que sejam “percebidas”, vão parar no inconsciente. Esses percentuais 10%-90% vão variar também, nem todo ser humano vai operar no 10-90. Vai ter gente que está tanto no piloto automático ou é tão distraído (celular é uma ótima distração) que não chega nem a 5%-95%. Outras pessoas, como praticantes de meditação, yoga, taichichuan etc. vão ter uma percepção da realidade maior, ou seja, vão conseguir processar conscientemente os eventos ao seu redor com mais detalhes.

    Percepção e fenomenologia tem a ver com como vemos e processamos a realidade. Inclusive, isso que chamamos de “realidade” só existe dentro da nossa cabeça (mente) e por isso é tão diferente de pessoa para pessoa! Logo, se alguém adora discutir e discutir incansavelmente sobre algo que jura que foi “daquele jeito” enquanto a outra pessoa afirma que foi de outro jeito, vale a pergunta: você quer ser feliz ou ter razão? E a escolha deveria ser sempre “ser feliz” porque jamais qualquer um dos dois será convencido de que sua realidade está errada e a da outra pessoas está certa simplesmente porque ambas estão certas! Mas cada uma está certa para a mente que a criou…

    +6
    #1072
    Angela Klein
    • Participante
    @angela-klein
    Ponto(s): 68 pontos

    Ficou mais claro a fenomenologia da filosofia de Edmund Husserl,  com sua explicação.  A fenomenologia e os fenômenos paranormais não fazem parte da constelação, pois nos colocaremos como consteladores no “centro vazio”, certo?

    +2
    #1080
    Claudia Vassão
    • Moderador
    • Moderador
    @claudia
    Ponto(s): 136 pontos

    A fenomenologia é um dos elementos fundamentais de uma constelação. Dizemos que a Constelação Familiar é uma abordagem sistêmico-fenomenológica.

    Recomendo que o texto do Bert Hellinger seja relido daqui há alguns dias… não é um conteúdo fácil de compreender da primeira fez.

    Talvez uma ideia que possa ajudar é não tentar misturar outros conceitos neste momento (como os da parapsicologia) pois isso poderá deixar confuso.

    +3
    #1101
    Angela Klein
    • Participante
    @angela-klein
    Ponto(s): 68 pontos

    Ok, vou ler mais.

    Os conhecimentos que já possuo não vem ao caso aqui. Fiz uma sucinta relação lá no início para eu poder entender o tema abordado pela constelação e que estou aqui para aprender.

    Eu deixei uma dúvida em um vídeo sobre a hierarquia e tomo a liberdade de colar aqui, conforme abaixo:

    “Olá Cláudia.
    Dentro de um relacionamento, existe hierarquia entre marido e mulher? Ou por estarem no mesmo campo atuam com a mesma “força”?”

    +3
    #1165
    Elizângela dos Santos Schmoeller
    • Participante
    @elizangela-dos-santos-schmoeller
    Ponto(s): 88 pontos

    Obrigada. Vou reler o texto, mas ficou bem claro com o exemplo.

    +1
    #1232
    Xanda Bard
    • Participante
    @xanda
    Ponto(s): 38 pontos

    Então ainda hoje partilhei com minha turma de coaching numa formação e falei sobre perceção. O mundo externo é recebido por nós pelos sentidos e antes que possamos contar uma historia consciente, tais acontecimentos recebem filtros de Omissão, Generalização e Distorção de acordo com o conteúdo inconsciente 90% e consciente 10%, além ainda dos valores que aplicamos como crenças, memórias, dna etc. Desta forma podemos dizer que para viver uma experiência dentro da fenomenologia é preciso encontrar um “botão” em nossa cabine de controle que possa ser uma “pausa” em nosso sistema interno. Isto é estar fora de julgamento, isto é estar aberto para a vida como ela é sem transformar os sentidos em verdade absoluta a partir dessa perceção, como vimos no Video sobre Merleu a perceção é um sentir o mundo e não pensar uma ideia. Ao menos foi isso que entendi, e me corrijam por favor! Grata pela oportunidade!

    +3
    #1482
    Sílvia Andréia Giuliani
    • Participante
    @silvia-andreia-giuliani
    Ponto(s): 77 pontos

    Através da leitura do material disponibilizado e do vídeo, fiquei pensando o quanto, seja na percepção ou no pensamento, a forma como acolhemos o que chega até nós pode ter um sentindo totalmente diverso do que poderia ter, ao assumirmos posturas seletivas de querer estabelecer o que pode ser verdadeiro ou não, bom ou mau, certo ou errado. As vezes nem nos damos conta do momento em que passamos a agir com base em julgamentos.

    Aceitar, tomar as coisas como são é uma construção que não há lugar para o julgamento e assumir uma postura que não julga torna as coisas simples, as relações que estabelecemos com nossos familiares, amigos, no trabalho, passam a ser mais leves e a forma como nos percebemos também se altera. Estou nesta construção.

    +1
    #1575
    Paula Melo
    • Participante
    @paula
    Ponto(s): 85 pontos

    Primeiro percebemos o mundo e após uma filtrada “básica” do Ego para “melhor adaptação”, passamos então para etapa seguinte, que é a representação da percepção que ficou (ou do que significou: “Fica o que significa”) então, aqui agimos, compreendemos, explicamos, racionalizamos, teorizamos etc. para representar o que ficou na filtragem de tudo o que apreendemos pelos sentidos. Não há muito o que fazer para mudar esse esquema. Mas podemos trabalhar alí na filtragem do Ego que, basicamente, retém (ou mantém no inconsciente pessoal) os seguintes conteúdos: percepções subliminares, tudo o que foi esquecido, tudo o que foi reprimido, tudo que não está de acordo com as identidades que construímos, tudo o que dói e também é claro, o que realmente não é relevante para o indivíduo. Esse é o conteúdo 90% inconsciente.

    A relação do consciente com o inconsciente é de compensação e complementaridade, o que está inconsciente é compensado pelo o que acontece no consciente. E aqui é que conseguimos ter acesso ao conteúdo inconsciente. Só assim é que ele se mostra, pela sua intervenção de compensação ou complementaridade no consciente. Isso quer dizer que, por exemplo, um conteúdo reprimido, por inadequação a uma personalidade que construímos, com certeza vai encontrar uma compensação para ser vivenciada.

    A Fenomenologia é um método científico. A Constelação Familiar utiliza a Fenomenologia como método para observar os fenômenos, ou seja, o que se apresenta, da forma que se apresenta, com as infinitas possibilidades de verdades. Não há nada pronto ou finalizado, ao contrário, o fenômeno está sempre se modificando pelo olhar. Só quando concordamos com o que se apresenta é possível estabelecermos um vínculo de FINALIDADE e abrir mão da CAUSALIDADE ou seja, não se estabelece com o fenômeno vínculos de causa e efeito, busca-se a finalidade para quê veio, o “para quê” de sua manifestação. É um olhar orientado para objetividade da experiência e para a possibilidade de ação diante do conteúdo que se apresentou à consciência.

    Abraços em todos.

    +4
    #5951
    Eliane Kuhn
    • Participante
    @elianek
    Ponto(s): 58 pontos

    teste tutoria

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