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A estrutura cerebral e os Estados do Ego

“Uma Representação Generalizada (RG) pode ser entendida como um conjunto de percepções que adquiriu significado mental porque convergiu ao longo do tempo e através da repetição para se tornar interconectado. As RGs são ativadas sempre que um sinal familiar estimula qualquer um dos seus constituintes importantes. Essa nova experiência é então incorporada à RG em desenvolvimento, fortalecendo-o e modificando-o ligeiramente. Sinais desconhecidos não afetarão a RG existente. A RG só incorpora um estímulo não familiar se ocorrer muitas vezes enquanto a RG é ativada ou se algo impressionante acontece simultaneamente. O funcionamento de um dos nossos Estados do Ego do PAC é, portanto, a totalidade de um estado particular de ativação mental em resposta a sinais de pessoas ao nosso redor ou a sinais internos de dentro de nós, formados e condensados ao longo do tempo como sistemas complexos de RGs interconectadas. Esses sinais e respostas resultantes são o que comumente chamamos de transações Pai, Adulto ou Criança. O paralelo dos sistemas Pai, Adulto e Criança é que, quando ativados, cada um tem um sentido particular de si mesmo com pensamentos, sentimentos e comportamentos que podem ser resistentes a novas informações. Isso é mais óbvio no Pai e na Criança, mas é visto quando uma ativação do Adulto é confrontada com novas situações que contradizem o conhecimento de longo prazo e bem estabelecido. Essa resistência é muitas vezes manifestada por confusão e uma mudança para os estados do Pai ou da Criança, como nos jogos psicológicos”.

(Texto da analista transacional Jenni Hine no artigo Brain Structures and Ego States – TAJ 35, Vol 1, p.40-51, 2005. Tradução Maku Almeida. Imagem: pixabay)

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