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A influência parental

“A voz do Estado do Ego Pai exerce o mesmo poder do ventríloquo. Domina o aparelho vocal da pessoa e esta se flagra dizendo palavras que provém de outro. A não ser que o Estado do Ego Adulto interfira, a pessoa segue as instruções desta voz, de modo que sua Criança age exatamente como o boneco do ventríloquo. A habilidade de anular a própria vontade, sem se dar conta do que aconteceu e deixar que alguém assuma o controle dos músculos vocais, é o que permite ao Script se manter no controle no momento apropriado. (…) Para se libertar do domínio do Estado do Ego Pai a pessoa deverá ouvir as vozes da própria cabeça e deixar que o Estado do Ego Adulto decida se seguirá ou não as instruções. Assim, a pessoa se liberta do controle do ventríloquo Parental e se torna dono das próprias ações. (…) Serão duas permissões necessárias:

(1) Permissão para ouvir o diálogo interno;

(2) Permissão para não seguir as diretivas do Estado do Ego Pai”.

(Texto de Eric Berne no livro O que você diz depois de dizer Olá? São Paulo: Nobel, 1988. Imagem: freepik)

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