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Aprendendo com os erros nos atendimentos

“Como resultado dos meus erros, eu apreendi muitas coisas sobre minha profissão. Eu penso que isto é devido, grandemente, aos efeitos emocionais do erro. Quando eu aprendo algo de um livro ou ouvindo um professor, eu posso ficar interessado e até mesmo fascinado, mas não estarei tão envolvido como quando faço algo errado com um ser humano específico, durante uma sessão terapêutica.

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O envolvimento de todos meus Estados de Ego, bem como das várias e diferentes estruturas cerebrais, da amígdala ao córtex, e, das duas memórias, implícita e explícita, explica porque todos os grandes erros que eu cometi estão bem preservados em minha mente e servem como exemplos vívidos de um passo significativo no meu desenvolvimento profissional.

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As dificuldades na vida não são somente problemas a resolver, mas também momentos criativos que oferecem novas oportunidades. Muito frequentemente, eu tenho observado, nos meus pacientes, nos meus amigos, família e em mim mesmo, que momentos difíceis, de certa forma, escondem novas definições para o futuro. Algumas vezes as dificuldades oferecem uma boa razão para fazer uma mudança esperada, mesmo que talvez, inconscientemente, por muito tempo. Eu penso que o mesmo pode acontecer na terapia. Novas opções podem chegar fantasiadas como dificuldades ou erros. Isto possibilita encorajar a imaginação e a descoberta de opções a partir deles e extrair deles novas perspectivas para nossa prática e para o bem-estar dos nossos clientes”.

(Texto do analista transacional Marco Mazzetti no artigo Teaching trainers to make mistakes. TAJ, vol.42, nº 1. Jan/2012, p. 43-52. Tradução de Maku Almeida. Imagem: freepik)

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