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Como evitar a SALVAÇÃO no atendimento terapêutico

“Terapeutas que são pagos para ajudar os outros (sacerdotes, conselheiros, assistentes sociais, psicólogos, médicos, psiquiatras, terapeutas), bem como outras pessoas que simplesmente se dedicam a outros seres humanos, frequentemente experienciam as suas atividades de “ajuda” de uma forma basicamente negativa.

Após o entusiasmo e o prazer iniciais dos primeiros meses ou anos de trabalho assistencial, começam a experimentar frustração por terem que trabalhar contra imensas dificuldades, uma sensação de responsabilidade infundada e um desespero quando fracassam.

(…)

Quando uma pessoa entra numa situação de ajuda com a atitude de que toda a infinita gente que recebe auxílio é desamparada e sem esperanças, e que, apesar de tudo, deve ser ajudada, o fardo se torna cada vez mais pesado até que, em breve, se torna esmagador, podendo arrastar o ajudante, que eventualmente se sentirá também impotente e vitimado. Esta é a sina de muitos que trabalham com saúde mental em clínicas públicas, onde se espera que eles cuidem dos problemas emocionais de toda a cidade ou todo o estado.

(…)

Evitar o Jogo da Salvação é uma boa medida da eficiência de um terapeuta. (…) Chegar a contratos com cada membro do grupo é um importante passo para se constituir um grupo livro de Salvação”.

(Texto do analista transacional Claude Steiner no livro Os pais que vivemos na vida. Artenova, 1976.  pg. 2211-227. Imagem: freepick)

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