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Como o terapeuta pode fazer bom uso da sua experiência

“Um aspecto da relação terapêutica que pode levar a potenciais desigualdades é o poder da experiência. Com todos os demais vetores de poder tendendo a favorecer o terapeuta, a experiência do terapeuta pode tender a predominar e a se tornar o ponto de referência, porém é traduzida e sutilmente comunicada dentro do modelo terapêutico. Quando o poder da experiência flui do terapeuta para o cliente, ele carrega o potencial de cura e de novo aprendizado. Mas o fluxo não é apenas um caminho. A qualidade da atenção dada à experiência do cliente em psicoterapia também deixa o terapeuta altamente exposto a ser influenciado por essas experiências. Isso é especialmente verdadeiro se o conteúdo for abertamente perturbador ou traumatizante ou se for comunicado de maneira mais velada por meio da dinâmica do relacionamento. Pode, de fato, estar disponível apenas em transferências e contratransferências ou outras dinâmicas desenvolvidas através da relação terapêutica. Quando abordado com humildade, o terapeuta pode ser o beneficiário de um novo aprendizado e até mesmo da cura como resultado de sua exposição às experiências do cliente”.

(Texto do analista transacional Tim Bond no artigo Intimacy, Risk, and Reciprocity in Psychotherapy: Intricate Ethical Challenges. TAJ Vol. 36. No.2. April 2006. Tradução de Maku de Almeida. Imagem: freepic)

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