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Harmonia de contrários

“O Universo é uma harmonia de contrários.”
                                                                 –  Pitágoras

Você com certeza já deve ter ouvido, ou lido esta frase de Pitágoras algumas vezes por aí. Como um grande pensador e matemático ele conseguiu captar a essência do nosso universo de forma simples. Mas o que talvez você não saiba, é que este entendimento vem de muito antes da época de Pitágoras. A data é de aproximadamente 5.000 (cinco mil) anos antes de Cristo. O primeiro a tocar no assunto de forças contrárias sendo a base do universo foi um grande sábio chinês conhecido como Fu Xi. Segundo registros históricos ancestrais chineses, foi ele quem descobriu os primeiros princípios do Yin e Yang e dos fundamentos que futuramente dariam origem ao I Ching (o Grande Livro das Mutações, um dos mais importantes na China até hoje). Foi Fu Xi que utilizou um código binário (também conhecido por nós hoje na informática) para caracterizar essas duas forças que Pitágoras compreendeu tão bem:

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linhas inteiras representam o Yang

linhas interrompidas representam o Yin

 
 

Yin e Yang são opostos que somados resultam na unidade. Yin e Yang não são entidades em si mesmas, pois não existem separadamente. Não existe nada apenas Yin ou Yang, tudo o que podemos dizer é que algo é Yin em relação a outro algo, ou Yang em relação a outro algo.

 

  • Yin é a manifestação da massa, é a condensação, a escuridão, o frio, o centrífugo, o inferior, o feminino, movimento anti-horário.

  • Yang é a manifestação da energia, é a expansão, a claridade, o calor, o centrípeto, o superior, o masculino, movimento horário.

 

Para que Yin e Yang sejam de utilidade no modo de pensar oriental foram

estabelecidas regras conforme as quais eles se relacionam. Yin e Yang ao se relacionar vão formar o Tao, ou tudo que existe, mas esse relacionamento tem algumas peculiaridades bem definidas na filosofia oriental. Yin e Yang são continuamente alternados entre os ciclos naturais. A analogia mais comum que podemos fazer é a do ciclo do dia e da noite. O dia seria o Yang que passa para a noite Yin, e assim por diante. Todo universo deve passar por períodos Yin e Yang, isso acontece com todos os seres vivos da terra que são filhotes/brotos/Yang e vão terminar como velhos/árvores/Yin.

A energia é conservada nesse processo, pois quando a energia se torna mais estagnada, mais envelhecida, mais fixa e Yin, ocorre a morte que a liberta e a expande e a torna Yang novamente. Desse modo pronta para ser usada como substrato para a nutrição do Yin novamente.

Este entendimento nos auxilia a lembrarmo-nos de que tudo é transitório, e que nada tem um caráter só positivo ou negativo na vida, isto é a essência do nosso planeta. No auge da escuridão temos sempre a iminência da luz, o momento mais escuro da madrugada é o que antecede o aparecimento do primeiro raio de luz solar do dia. No segundo seguinte ao auge do dia o Sol começa sua descendência suave para dar lugar a Lua majestosa.

Então, que possamos ver as experiências como parte de um processo em movimento, que possamos nos lembrar da impermanência das coisas e assim facilitar nossos processos de vida nos desapegando daquilo que não serve mais, sejam ideias, convicções, pensamentos, comportamentos, objetos, relações…seja o que for, e nos abrindo corajosamente para o novo. Que possamos ver em cada experiência de vida, mesmo aquelas mais difíceis, uma oportunidade de vivenciar o fluxo do universo em sua perfeição.

Nós somos essencialmente partículas em movimento, porque não aceitar e viver plenamente esta essência?

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