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O Estado do Ego Criança Livre aprendido e o Estado do Ego Criança Livre genuíno

“As crianças pequenas podem expressar amor, raiva, vergonha, timidez, tédio, etc. de uma maneira aparentemente fácil e simples. Como consequência, podem ser muito sinceras, bastante embaraçosas socialmente e às vezes ineptas. Elas dizem e fazem coisas que não são “apropriadas”. Por exemplo, o pátio da escola pode ser um local terrível, às vezes, devido à incapacidade das crianças de serem atenciosas e empáticas e deixar suas necessidades de lado por um tempo. Com o desenvolvimento normal de nossos Estados do Ego Adulto e Pai, entendemos mais sobre nosso efeito sobre os outros. Podemos nos colocar no lugar dos outros, ou seja, ter empatia ou pelo menos simpatia. Afirmo que, como resultado disso, a Criança Livre verdadeiramente destreinada, não socializada e espontânea geralmente se perde no indivíduo médio, pelo menos em uma extensão significativa. As pessoas desenvolvem um Estado do Ego Criança Livre aprendido e perdem o seu Estado do Ego Criança Livre genuíno. Este não é um conceito novo. Conforme observado por White (1998), Rogers discutiu longamente a mesma coisa (citado em Kahn, 1991: Rogers & Stevens, 1967).

Também como observado por Rogers, este é um conceito difícil de explicar em palavras, portanto, merece mais atenção. O exemplo ficcional mais claro dessa ideia que eu vi vem do filme Hook. O ator Robin Williams interpreta Peter Pan como um adulto que perdeu seu ‘Peter Pan-ness’ e se tornou um advogado sério. Em uma parte do filme, ele tenta recuperar a parte original de Peter Pan e luta tremendamente ao fazê-lo. Ele luta entre “aprender a ser Peter Pan”, que não funciona, e realmente ‘ser Peter Pan'”.

(Texto do analista transacional Tony White, The Contact Contract, TAJ volume 31, número 3, julho 2001. Tradução de Maku Almeida. Imagem: freepick)

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