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Os pais como “veículos” de mensagens

“Na verdade, a maioria dos pais fez o melhor que podia com o que tinha. Na minha experiência clínica, poucos pais desejavam prejudicar suas crianças, mesmo se o que eles estavam fazendo, fosse de fato muito prejudicial. Os pais são mais frequentemente veículos, através dos quais as mensagens de injunção recebidas em sua própria infância são comunicadas. Em última análise, a questão não é com os pais. É com as mensagens. Essas mensagens não desaparecem. É possível reconhecê-las e responder a elas de uma maneira totalmente diferente. Ao aprender a fazê-lo, as pessoas trabalham as questões com suas figuras parentais, a serviço de ganhar uma maior sabedoria e empatia por si mesmas.

Desta forma, não se enxerga uma vida de luta contra um inimigo, mas são apresentadas ferramentas para resolver impasses, que se tornaram internos. Este trabalho nunca estará completo. Ao longo do tempo, os indivíduos ganham autonomia ao ser capazes de responder com novas escolhas a essas mensagens confusas que implicavam que não deviam sobreviver, estar ligadas, ter confiança em sua identidade, ser capazes de reivindicar sua competência ou sentir-se profundamente seguros na vida. A aquisição dessas novas crenças e as novas escolhas de comportamento que delas derivam são metas dignas”.

(Texto do analista transacional John McNeel, O coração da terapia da redecisão: resolvendo mensagens de injunção, Transactional Analysis in Contemporary Psychotherapy, Karnac, London UK, 2016. Imagem: jannoon028 )

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